15 julho 2011

Governador Celso Ramos - SC



Depois de uma semana de muito frio, geralmente em torno de 10° C, no domingo aproveitamos o lindo dia de inverno, com céu claro e um sol gostoso, para conhecer melhor uma cidade vizinha.

O trajeto já estava planejado, sairíamos de casa em direção a Governador Celso Ramos, cidade que faz parte da região metropolitana de Florianópolis.




No mapa é possível identificar o caminho com mais tranquilidade. A proposta era  passar por todas as praias possíveis e contornar o costão até a próxima saída da cidade.
Saímos de casa às 10:30hs, depois de um delicioso café da manhã e de nos despedirmos da família (nossos bichos adoráveis).
O mapa com as praias ajuda a ter uma ideia dos locais:

Fonte: http://www.litoraldesantacatarina.com/

Depois de aproximadamente 20km na BR-101, entramos em um dos acessos de Governador Celso Ramos. Entre as curvas e a o lindo verde, surgem as praias e, todas, sem exceção, estavam vazias.


Nenhum corajoso se aventurou em um simples mergulho. Também, com este clima que tem feito, nem com muito sol dá vontade de entrar na água do mar.




Na Costeira da Armação da Piedade, próximo à Baía dos Golfinhos, encostamos a moto e caminhamos pela praia. Que espetáculo de lugar, uma calmaria sem comparação.




O vento que encontraríamos em todas as outras praias não fazia parte do cenário. A água tranquila e cristalina completava a paisagem.




Encantados com o lugar estavam também Hedson a Helvecia,um casal de motociclistas muito simpáticos de Curitiba – PR, Eles e sua BMW GS 1200 (linda e perfeita... um sonho) estiveram em  Florianópolis e no retorno à sua cidade aproveitaram para fazer o mesmo passeio .

Casal de Curitiba - PR
 Conversamos por bons minutos e o casal continuou sua viagem. Nós decidimos almoçar por ali mesmo, afinal a garçonete já havia avisado que a comida estava pronta (não era nem meio dia...) e o restaurante familiar servia uma comida simples e saborosa.

Restaurante





Bela paisagem de dentro do restaurante

Depois do almoço, foi difícil prosseguir, pois a paz daquele lugar era encantadora.... Mas queríamos conhecer outros lugares e, como de costume, isto nos motivou a continuar. E, sempre vale a pena, como indicam as fotos.

Armação da Piedade
Uma praia com pequena extensão onde está localizada a primeira igreja edificada em Santa Catarina. Ela começou a ser construída em 1738 e terminou seis anos depois. A Capela de Nossa Senhora da Piedade, o cemitério e ruínas de uma senzala foram tombadas através de lei municipal e pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.





Praia de Cordas
Ao lado oposto da Armação, contornando um morro, encontramos a Praia de Cordas. Um local de mar agitado em que o acesso só é possível a pé, por uma escadaria na entrada de um condomínio particular, meio intrigante, mas real. Demos uma espiada e seguimos em frente.




Palmas
A praia de Palmas é, sem dúvida, a mais conhecida e estruturada da cidade. Nem por isso os pescadores tiram o olho do mar (esperando a tainha).

Pescador observando o mar
Ganchos
Passamos ainda por Ganchos de Fora e Ganchos do Meio. Em todas elas o ar tranquilo de colônia de pescadores estava presente, havia sempre alguém pintando um barco, arrumando uma rede ou só admirando o mar... Um encanto.

Ganchos de Fora

Ganchos do Meio


Já à caminho de casa, paramos para nos deliciarmos com  um gostoso caldo de cana à beira da estrada. Satisfeitos, seguimos em direção à BR 101 que nos levaria de volta a nossa casa. Por passarmos muitas vezes pelo mesmo local (BR) quando retornamos de nossos passeios, por vezes não notamos o que vemos no caminho, ou se notamos, não paramos por já estarmos perto de casa. Neste domingo foi diferente. Em Balneário São Miguel (Biguaçu) reduzimos a velocidade e paramos para conhecer o Museu Etnográfico dos Açores, o aqueduto e a igreja.

Cachoeira que fornecia agua para o aqueduto

O Museu, que foi o casarão de um fazendeiro e senhor de escravos do século XIX, possui móveis desta época além de um belo jardim com árvores frutíferas identificadas e ainda uma fonte usada pelas escravas para lavarem as roupas.







A Igreja de São Miguel tem algo muito especial: os sinos que foram doados por Dom Pedro II em uma visita à cidade em 1845. E, por fim, o aqueduto que era utilizado para o abastecimento de água potável dos barcos e navios da região.


Aprendemos um pouquinho de história na prática. Assuntos que estudamos na escola tornam-se vivos quando entramos em locais com este.


Você se lembra da Invasão Espanhola e do Tratado de Santo Idelfonso? Pois é, este conjunto arquitetônico foi parte desta história e nós, é calro, aprendemos um pouquinho, como descrito a seguir:
Este Conjunto luso-açoriano conta a história da Vila de São Miguel que foi uma das freguesias fundadas para povoar os arredores de Desterro (atual Florianópolis) e assim reforçar a população portuguesa no sul do Brasil, já que a Espanha também brigava por estas terras.

Famílias do Arquipélago de Açores que passavam fome foram enviadas para cá e passaram a viver nesta pacata vila. Desta maneira, o rei de Portugal resolveu dois problemas: a povoação daqui e a fome de lá. Em 1777 a Vila de São Miguel foi a capital provisória da Capitania devido à invasão espanhola, já que os moradores de Desterro se refugiaram em São Miguel e no ano seguinte tudo voltou ao normal devido ao tratado de Santo Idelfonso. O vilarejo só ficou movimentado outra vez, 68 anos depois com a visita de D. Pedro II.
Gostamos tanto da história que resolvemos partilhar com vocês!
Quem cuida do Museu hoje é o Governo do Estado de Santa Catarina.
Agora sim voltamos para casa com bastante bagagem visual e histórica.

Dados da viagem:
- Distância percorrida: +/- 90 Km
- Almoço: R$ 29,80 (Buffet livre para duas pessoas)
- Caldo de cana:  R$ 2,00

Conclusões:
Não importa qual a distância do passeio o importante é saber aproveitar cada momento e conhecer novos amigos.











 Abraços e bons passeios!