19 maio 2011

Domingo de Páscoa em Pomerode



Domingo de Páscoa. Após ter aproveitado o Festival Internacional de Balonismo em Torres, durante o feriadão, fomos curtir o domingo e cumprir um delicioso e tradicional compromisso familiar: almoçar com a vó e com os meus pais em Pomerode (A cidade mais alemã do Brasil).

 



Saímos de São José por volta das 8hs e seguimos na BR 101.  Depois optamos pela estrada velha em direção a Blumenau, seguimos por Gaspar e logo chegamos a Pomerode.

 Conseguimos um feito raro: chegar antes que os mais adiantados da família, família esta de descendência alemã e sempre à frente do relógio!!! 

Portal de entrada na cidade
  E como ainda estava cedo paramos para registrar o momento no portal de entrada da cidade, onde conhecemos um casal muito simpático com o qual conversamos por mais de 30 minutos.


Arvore de páscoa
A cidade, além de suas casas belas com jardins impecáveis, estava decorada com delicadas árvores de páscoa em vários locais.



Pomerode é uma cidade cativante, já passamos por lá diversas vezes (rumo à Jaraguá) e sempre nos encantamos com o lugar. Resolvemos visitar a casa de Carl Weege, um imigrande pomerano que fixou sua residência na cidade, e registramos o momento. Na internet, achei um video mostrando a casa por dentro (Video)


O dia não estava ensolarado, mesmo assim as fotos ficaram boas devido à arquitetura e ao lindo lugar.


Apesar do horário de visitação ser de terça a domingo, a casa estava fechada por se tratar do domingo de páscoa, por isso só apreciamos a parte externa e demos uma espiadinha pela janela. Seguem algumas fotos:







Depois do tour fomos ao restaurante da Malwee em Pomerode e chegamos conforme o horário combinado (11hs).  Um lugar bonito e com uma comida espetacular, onde ficamos só aguardando a chegada da família....

Restaurante na Malwee de Pomerode
De Pomerode, partimos para casa da minha vó em Jaraguá do Sul (através da rodovia Wolfgang Weege), onde descansamos e recarregamos as baterias com bolo de cenoura e cuca. Às 15hs retornamos para nossa casa.

Não satisfeitos, ao chegar em casa, decidimos não deixar a sogra sem nossa visita de páscoa, e fomos levar os ovinhos da família da Day que mora a 40km da nossa casa, no extremo norte de Floripa - em Ponta das Canas. Conversamos, lanchamos e para a minha esposa matar a saudade do irmão que passava o feriadão lá, deixei-a com a família e voltei sozinho assimilando todos os acontecimentos destes aproximadamente 1.100km percorridos de moto naquele feriado.

Aproveitamos o feriadão para descansar, mas não devemos nos esquecer do que realmente esta data trata:
“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós pensávamos que Deus o estava castigando.... Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões.... e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53: 4 e 5.


Aprendizados:
- Aproveitamos cada minuto como se fosse único;
- Já conhecíamos a cidade de Pomerode, mas procuramos algo diferente (sempre tem) que ainda não havia sido visitado;
- A variável distância não é a principal quando se aproveita o momento. A viagem, o passeio na cidade e as paisagens são sempre muito gratificantes para quem anda de moto.


Dados:
Total de Km São José – Pomerode – Jaraguá do Sul – São José:  395,3 km
Total de Km São José - Floripa/Ponta das Canas - São José:  85 km
Almoço / média:  R$ 50,00
Tomar café na casa da avó:  não tem preço
Combustível:  +/- R$ 65,00


01 maio 2011

Balonismo em Torres - RS

Objetivo da viagem: Participar do 23º Festival Internacional de Balonismo na cidade de Torres – RS. 

Planejamento:
Saída de São José: 21/04 as 07hs
Retorno: 23/04 à tarde


Experiência:
Várias pesquisas ao longo da semana que antecedia a viagem: pontos turísticos, hotéis, pousadas e curiosidades para conhecer.
Encontrar hotéis ou pousadas com disponibilidade para reserva foi tarefa difícil, já que a grande maioria só contava com pacote de no mínimo três diárias devido ao Festival de Balonismo; foi complicado achar só duas pernoites.  Mas como tudo se resolve, achamos uma pousada com vaga, reservamos  e efetuamos o pagamento de 50% do valor das diárias.
Roteiro planejado e rota programada no GPS (estamos “chiques” agora).   Saímos de casa às 07:30 hs e em poucos quilômetros começaram as filas na BR 101. Um pouco de chuva para moto não chegar limpa e muitas motos na estrada durante todo o percurso. Na única parada que realizamos conhecemos um motociclista de Blumenau que estava indo para Porto Alegre com sua Twister 250cc.
Chegamos a Torres às 10:40 hs. Na pousada, surpresa e decepção ao percebermos que o quarto era péssimo e sujo e  nosso cansaço fez aumentar estes sentimentos.  O lugar não condizia com nossas expectativas que eram bem simples: limpeza e segurança.  Não somos exigentes,  mas gostamos de um bom café da manhã e um lugar no mínimo limpo, só isto.
Saímos da pousada para almoçar ao lado do rio Mampituba, que faz a divisa dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e em seguida fizemos uma volta pela cidade com intuito de talvez achar outro lugar para pernoitar.




Fomos à cidade vizinha de Passo de Torres – SC onde conhecemos a Pousada Moradas do Sol Nascente. Pra não perdermos muito tempo e não sermos surpreendidos, a Dayana foi verificar o local enquanto eu a aguardava na moto. Ela voltou deslumbrada e quando eu vi o lugar entendi o que a encantou. Os aptos e bangalôs estavam lotados e recebemos do proprietário uma proposta diferente do que tínhamos planejado. Seu Guilherme ofereceu-nos uma cabana, muito jeitosa e limpa, para dormir e nos explicou que cozinha, banheiros e mesas eram compartilhados pelos demais hóspedes de cabanas como a nossa. A princípio isto não era o que eu particularmente queria, mas bastou uma simples olhada para eu mudar completamente de ideia. 



O lugar era magnífico; tranquilidade, ambiente familiar, de frente para o mar e garagem para a moto. Tudo perfeito, mas não teríamos café da manhã,  e , acreditem, mesmo assim concordei em mudarmos de local. Afinal, não há café da manhã melhor que o da minha esposa!

 
Ah, a única coisa “chata” foi dormir com o barulho do mar, mas a “compensação” veio ao vermos o nascer do sol da nossa cabana. 



Voltando para Torres –RS  demos algumas voltas para conhecer o melhor da cidade e depois nos dirigimos para o evento de balonismo, onde as 16hs haveria uma das provas com balões. Mesmo cansados, foi espetacular ver bem de perto este feito do homem em harmonia com o céu azul maravilhoso daquela tarde de quinta-feira.

Enchendo o balão
 

Cansados, mas curtindo muito
Quase cheios
Muito fogo para esquentar o ar dentro do balão
36 balões coloriram o céu de Torres naquela tarde



  À noite, depois do banho e já na nossa nova pousada, fomos conhecer mais a cidade e jantar.  Apenas um comentário que vale para todas as refeições que fizemos: comida muito boa, com ótimo atendimento, sem demora  e boa estrutura para receber o turista. O preço? O justo.

Enfim, noite de sono merecida e com direito a sonhar que o dia seguinte será sempre melhor.  E assim foi, fomos contemplados com um nascer do sol admirável, ainda deitados na cama.


Um café da manhã rápido e gostoso, porque às 7hs estava marcada a primeira prova de balões do dia. As fotos falam melhor do que as palavras...




 

 Depois do balonismo, fomos conhecer as praias de Torres. São poucas, porém são todas belas, majestosas e grandiosas. Vou deixar as fotos falarem por si mesmas....

Beira mar, ótimo local para jantar


Morro do Farol





 Um detalhe é o Parque da Guarita. Uma bonita estrutura tão perto da praia e com uma natureza incrível que Deus criou e que o homem preservou e mantém.





Valeu a pena acordar e sair antes das 7h da pousada....

Depois disto tudo, almoço e na sequência um cochilo merecido para recarregar as pilhas e as baterias da máquina fotográfica também.

À tarde, mais uma prova de balonismo e o espetáculo da apresentação da Força Aérea Brasileira com a Esquadrilha da Fumaça. Um momento único do festival em que o público vibrou e aplaudiu esta equipe de pilotos e suas máquinas.


Por fim, aguardamos a carreata no centro da cidade onde as caminhonetes passam pelas principais ruas e acendem o fogo dos maçaricos aleatoriamente e voltam ao parque do evento onde fazem um show noturno com os balões. Infelizmente foi cancelada devido à chuva que estava começando, aproveitamos para antecipar nosso sono.

Durante a noite houve muita chuva, raios e trovões e no início do sábado ficou assim também. Em nossos passeios sempre vamos ao culto no sábado pela manhã, mas desta vez decidimos permanecer na pousada. Tomamos café na cabana, olhamos a chuva, almoçamos, nos equipamos e partimos rumo a nossa casa.
Fizemos uma viagem tranquila, sem movimento e sem nenhuma eventualidade.

Chegamos ao nosso lar às 16hs, felizes e com a mente renovada. Cansados? Sim, mas uma noite de bom sono resolve, porque domingo de Páscoa  é dia de almoçar com a família.  Por isto vamos até Jaraguá do Sul almoçar com minha avó e voltamos para casa (+  400 km de ida e volta).

Dados:
Total de Km São José – Torres – São José:  641.3 km
Diária na cabana: R$ 50,00
Média do almoço por dia: R$ 35,00
Média da janta por dia: R$ 25,00

Detalhe da paisagem dentro do óculos
Aprendizados
- Atente para os detalhes, não confie apenas em fotos;
- Planejamento é tudo, você ganha muito tempo na hora de executar, mas esteja preparado quando uma das etapas falhar;
- Podemos fazer algo muito divertido e diferente, fazendo coisas muito simples todos os dias;
- É incrível reviver o que fazíamos dos 12 aos 17 anos em acampamentos de jovens;
- Tenha “aparatos” tecnológicos, mas não seja refém deles. Largue o celular, não dependa do GPS para conhecer lugares e principalmente, converse com os moradores, eles tem muito a oferecer;
- Fomos perguntar a um senhor que estava pescando qual era o peixe que estava pulando no  rio e recebemos um convite para comer um churrasco no estande dos Coyotes dentro do evento de balonismo;
- Ganhamos amigos pela simplicidade, sinceridade e principalmente pela segurança que passamos aos outros; não existe posição na sociedade, cilindrada de moto, cor da pele ou do cabelo;
- Todos nós gostamos da zona de conforto, zona de segurança e por isto eu e a Dayana levamos uma frase com a gente e sempre nos perguntamos diante de um desafio antes nunca vivenciado: “Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?”  Analisamos a situação e daí tomamos a decisão.
- Deus sempre sabe o que é melhor. Perdemos uma diária na primeira pousada sim, mas se não fosse isto não teríamos vivido momentos únicos diante da beleza da natureza na Pousada Moradas do Sol Nascente.


“Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Sal 19:1"