22 fevereiro 2011

V-Strom de Floripa para Itapema, Camboriu (Interpraias) e Itajai.

Domingo (13/Fev) com previsão de chuva no início e final do dia! Acostumados com esta situação, tínhamos a seguinte opinião: se olharmos a previsão do tempo, não saímos de casa.


Sol aparecendo as 07hs da manhã.
 
Decisão tomada: saímos as 7:30 de casa, depois de tratar os gatos e o cachorro, em direção a Meia-Praia em Itapema – SC. Meus pais já estavam por lá, tomamos um café juntos e .... se embora pra praia antes que o sol venha com força e torre esta pelezinha branca.

Depois do almoço, aquele descanso rápido e por volta das 14:30 a Vstrom já estava chamando para partir. A ideia era passar em Interpraias (Balneário Camboriu) e talvez uma volta em Camboriu.

Interpraias



Fazia muito calor, e por algumas vezes pensamos em voltar ou achar um lugar refrescante para relaxar. Ficar parado com a moto na sinaleira era uma tortura e até o vento parecia não adiantar.

A vontade de passear foi mais forte, seguimos tirando fotos e parando menos. A fotógrafa “experiente” aproveitava cada flash com a moto em movimento, seja das curvas ou da paisagem que ficava para trás. Uma verdadeira malabarista com a máquina!




A natureza é incrível: o verde em contraste com o azul do mar era encantador. Montanhas e curvas sinuosas, belezas naturais que merecem horas de apreciação, e um céu sem limites. Não há como resistir, foram horas de passeios, fotos e paisagens.

Alguns detalhes chamam a atenção, como por exemplo, este rancho feito pelo restaurante exclusivamente para assar costela no estilo "Fogo de Chão". A estrutura no geral chama a atenção, mais em particular o vidro ao redor, protegendo a comida.

Fogo de chão

Restaurante ao lado
Em alguns lugares o contraste chama a atenção, como por exemplo, os barcos dos pescadores de um lado do rio, e do outro, os iates monstruosos e super luxuosos.


Seguindo adiante, passamos ao lado da pista de pouso do helicóptero que faz passeios na cidade. Para um ex-piloto privado (PP), que ainda corre para ver um avião, esta oportunidade não poderia passar sem o devido registro.

Com um pouco de congestionamento, mas a salvo pela sombra dos prédios, a beira mar estava magnífica e só faltava parar para saborear um sorvete básico sentado ao lado da avenida.




Perfeito! Sorvete, água e aquela espiada no movimento. Mas precisávamos continuar. Fomos até o final da avenida e resolvemos seguir em direção a Itajaí. Em algum ponto, encontramos uma placa indicando a direita “Morro do Careca”.


Em uma análise rápida imaginamos um cenário bonito devido a altura da montanha e assim fomos subindo. Rua estreita, mas de asfalto, com curvas bem fechadas e perigosas. Enfim, as fotos falam com perfeição da vista que se tem daquele ponto. O morro é utilizado para saltar de parapente com isto já se tem uma ideia da altitude.



De um lado se vê toda a Praia Brava, do outro a cidade de Balneário Camboriu e na frente o mar azul que convida para “viajar na imaginação” por horas, se possível.


Daquele ponto, pensamos que fosse a hora de ir embora devido a chuva que era visível ao longe, mas, antes disto, precisávamos conhecer a Brava. A praia realmente chama muita atenção pelo seu planejamento, construções e lógico a beleza da praia.


Ao retornar, notamos que a cidade de Itajaí não estava tão longe e aproveitamos a oportunidade para passar pela cidade. Fomos ao porto, tiramos algumas fotos e seguimos em direção a BR-101.

Atracadouro dos transatlânticos

Porto de Navegantes e Itajai

Enfrentamos muita chuva, que foi super bem vinda, devido ao calor que passamos durante o dia. Infelizmente a chuva naquele dia estava mal distribuída, fez vários estragos nas regiões do norte do estado e deixou pessoas desabrigadas.

Chegamos em casa satisfeitos e renovados, cansados do calor mas com a sensação de ter aproveitado 100% do domingo.


Total de Km rodados: Aproximadatamente 200 km
Média por km/L: Sem reabastecimentos (menos de 22 litros)


O trajeto de Itapema até Itajai. De Itajai para Floripa, foi pela BR-101.

10 fevereiro 2011

Passeio de domingo (Urubici, bate e volta)

Domingo, 31 de janeiro, ainda não havia realizado nenhum passeio, em 2011, até esta data.  Festas de final de ano, outras festas, visitas.... Sempre havia algum compromisso que impedia uma programação de moto.
Naquele dia, motivada pela visita de uma prima, minha esposa, de maneira brilhante,sugeriu que eu aproveitasse a ocasião para um passeio solo, já que eu havia reclamado que não temos mais tempo para curtir o motociclismo.
Ela não precisou falar duas vezes para que eu estivesse em cima da moto com o motor ligado. Preparei capas de chuva, jaqueta e máquina fotográfica. Abasteci, comprei bolachas e fui embora, pela BR 282, em direção a Lages.
Imagine aquele dia perfeito, clima não muito quente, estrada com muitas curvas, pista livre em alguns trechos e com filas em subida de morros onde as carretas não passavam dos 40km/h. Todas as situações possíveis, sem hora para chegar e sem destino certo. Moto perfeita: acelerava, ela respondia, freiava, e com total segurança fazia o que podia. Curvas de dar inveja em muitas motos street e paisagens maravilhosas.
Cheguei ao trevo de entrada da cidade de Urubici, daquele ponto eu poderia decidir se subiria até a serra do morro da Igreja ( ou Cindacta como é chamado) ou se iria almoçar em Lages, distante 80km daquele ponto. Optei pela primeira opção e subi o morro.
No centro de Urubici, abasteci a moto, comprei um salgado e uma coca-cola e fui em direção a serra. 


Urubici

Foram longos km de estrada cheia de brita/pedra solta, onde não sabia se acelerava ou mantia 40km/h. Assim, fui oscilando e levando um susto atrás do outro, se a moto escorregava, o guidão balançava e os batimentos cardíacos disparavam. Até chegar o ponto da subida onde tudo é asfalto/cimento.
O cenário estava perfeito novamente, sol e poucas nuvens, tudo indicava um visão perfeita do alto dos 1.800 m de altitude. Subindo, acelerando, desviando de vacas deitadas no asfalto e curtindo a emoção de estar ali com a Vstrom (foi a primeira vez que a gordinha subiu a serra).



Subindo o morro do Cindacta


Com o passar do tempo, a temperatura diminuía, a jaqueta molhava e por fim a serração tomou conta de toda a região. Cheguei no alto dos 1.800 m de altitude sem mal conseguir ver o termômetro que ficava a poucos metros da estrada. Tirei a jaqueta e logo a coloquei de volta, estava frio e a razão para isto estava estampada no termômetro: 19°C. 


Algo muito diferente do esperado, pois nunca tinha visto aquela região com tanta serração. Por alguns minutos, parecia que sol estava tomando seu lugar e a melhor visão que tive, esta na foto abaixo.


 Enfim, esperei calmamente, fiz meu lanche, tomei minha coca e após uma hora e trinta resolvi partir. 


Mais algumas fotos, antes de partir...


Não vi a pedra furada e muito menos o horizonte, ainda mais bonito, quando visto daquele lugar.
Desci a serra e, como antes do morro, o dia estava perfeito, sem serração e muito quente. Parece que o “problema” estava mesmo no topo da montanha. 


Paciência, tive a oportunidade de ver um dos pontos mais altos do Brasil com muita serração, de sentir uma diferença de temperatura incrível (de 34°C para 19°C no alto) e uma sensação especial : a de ter realizado meu passeio da forma que eu gosto, sem grandes novidades, porém observando os pequenos detalhes que a vida nos proporciona.
Antes de sair da cidade de Urubici parei no posto para colocar as luvas e ver o estado que havia ficado a moto, depois de voltar pela estrada de brita/pedra, queria confirmar se estava tudo certo. 


Moto na estrada e, para quem conhece a BR282, muito declive até a região de Santo Amaro da Imperatriz. Sensações diferentes: a moto parecia  mais leve e o caminho de volta mais curto.
Cheguei em casa as 16:30hs. Após um merecido banho e um super café da tarde, passamos horas conversando sobre a sensação de que a vida pode nos proporcionar sempre algo melhor. Não podemos ficar parados, devemos perceber que existe muito mais além do que está ao nosso redor e constatar que o Criador caprichou em cada detalhe, para que possamos aproveitar estes momentos.
Foi isso, sem planejamento e sem grandes desafios. Simplesmente diferente e prazeroso para quem realizou.

Total de km rodados: 381km.
Média por km/L : 18,9

Mais informações sobre o morro da ireja:  http://portaldeurubici.com.br/
Local exato no google Maps: